OI!
Bom,
o post de hoje é uma reportagem, que a professora de português
juntamente com a de história nos orientou a fazer e a postar. O objetivo
era buscar uma pessoa com sindrome de down, para uma entrevista, mas
caso não encontrassemos poderiamos fazer com outro tipo de deficiente,
bom, como foi o caso, escolhemos uma pessoa com esquizofrenia.
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Preconceito:
tão longe, tão perto
A visão da esquizofrenia
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1- Dependendo da classificação da esquizofrenia, os esquizofrênicos podem ouvir vozes que geralmente indicam opções contrárias.
2- Transformação e alteração da realidade estão entre os sintomas mais comuns. Eles tendem a enxergar coisas irreais, entre eles estão mais comuns os anjos, e em aluns casos, os demônios.
3- Como não foi autorizado o uso de imagem, fizemos uma caricatura.
4-Devido a alguns fatores,os esquizofrênicos podem ter ataques de fúria a qualquer momento.
No dia 17 de dezembro de 1983 nascia em São Bernardo do
Campo, Marley Moraes de Barros. Descobriu que tinha esquizofrenia quando era
pequena, mais ou menos aos 11 anos. Nesta época, Marley ouvia vozes em sua
cabeça e com isso passou a respondê-las em voz alta. Foi aí que o preconceito
começou, pois os seus amigos a chamavam de “esquisita” ou “doente”, além de
outros.
Muitas pessoas não sabem, mas no Brasil temos em média 1,6 milhões
de esquizofrênicos, e podemos contar com vários médicos especializados no
problema e com tratamentos. E foi exatamente um desses médicos que a mãe de
Marley procurou quando a filha relatou as “vozes” que ouvia em sua cabeça e
este falou palavras das quais Marley nunca se esqueceu “sua filha está com
esquizofrenia, ela é uma doença crônica e que não tem cura ela apenas pode
amenizar com o passar do tempo”. Após muitas pesquisas, a família percebeu que a esquizofrenia é um transtorno mental complexo que
dificulta na distinção entre as experiências reais e imaginárias, além disso,
ela interfere no pensamento lógico, nas respostas emocionais normais e
comportamento esperado em situações sociais.
O tempo foi passando e Marley foi
crescendo, porém sua doença mental também cresceu junto e consequentemente o
preconceito de algumas pessoas acompanhou também. Quando as vozes voltavam e
ela respondia em voz alta, as pessoas se afastavam e passavam bem longe dela,
com esse fator ela começou a desenvolver um pouco de depressão por estar sempre
sozinha e sem amigos. “Lembro-me que às vezes, quando estava em casa, e as
vozes vinham eu me encolhia no chão e gritava para elas irem embora, mas elas
nunca vão completamente”, diz Marley se emocionando ao se lembrar do que
passou.
Sua mãe começou a perceber o quanto a
filha estava mal, e quanto mais mal ela ficava, mais a doença aumentava. Então
Marley mudou de médico. Esse novo médico começou um novo tratamento com ela, e
este envolvia uma terapia psicossocial, onde ela ajudaria a controlar a doença,
além de todos os remédios antipsicóticos e neurolépticos que vinha tomando.
Esses remédios são usados para controlar os sintomas, agindo diretamente sobre
a produção de dopamina e serotonina no cérebro.
Assim ela foi melhorando até que,
atualmente, os seus sintomas estão bem mais controlados e os surtos deixaram de
participar de sua rotina. Mas ainda sim, ela vai ao médico uma vez por mês e
tenta levar uma vida normal. Marley aos seus 31 anos, trabalha e estuda e até
hoje podemos perceber o seu esforço em ter atividades, já que pretende terminar
seus cursos no futuro, como disse para nossa entrevistadora Karolinne Marcos.
Sua família a apoia e sempre a apoiou, tanto que ela ainda mora com a sua mãe,
irmã, irmão e sobrinhas.
As pessoas devem parar de discriminar
pessoas por causa da sua deficiência, hoje em dia O crime de ódio contra
deficientes físicos ou mentais é de extrema gravidade e desumanidade. A
Declaração Universal dos Direitos Humanos deixa claro que todas as pessoas
devem ser tratadas fraternalmente, independente de deficiências. A mesma
Declaração também assegura que pessoas deficientes devem ter todos os tipos de
necessidades especiais levadas em consideração no desenvolvimento econômico e
social. E se a pessoa sofrer mesmo assim ela pode fazer um boletim de
ocorrência. Mas ainda sim as pessoas têm que apender a viver com as diferenças.
“O
apoio é sempre fundamental, para qualquer pessoa. Ele o ajuda e te levanta
quando você mais precisa, e é exatamente nessas horas que você percebe quem
realmente se importa com você”
Muitas estrelinhas,
Victoria.